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Arquitetura japonesa: entenda o morar na perspectiva nipônica

“As casas japonesas contemporâneas desafiam os modos de vida, elas questionam como as pessoas habitam”, revela Gabriel Kogan. A cultura japonesa encanta através da sua culinária, arte e história. Na arquitetura não poderia ser diferente. As transformações da virada dos

“As casas japonesas contemporâneas desafiam os modos de vida, elas questionam como as pessoas habitam”, revela  Gabriel Kogan.

A cultura japonesa encanta através da sua culinária, arte e história. Na arquitetura não poderia ser diferente. As transformações da virada dos séculos 19 para o 20 conduziram o país a projetar novas formas de habitação de modo semelhante ao ocidental como, por exemplo, a divisão dos ambientes que conhecemos hoje: sala, quarto e cozinha, mas nem sempre foi assim. “Antes disso não havia divisões, todo mundo dormia no mesmo espaço, e praticamente comia no mesmo espaço. Só a cozinha era um pouco separada e o banheiro era fora de casa”, revela Gabriel.

O admirador e estudioso da arquitetura japonesa conta que é a partir dos anos 1970 e 1980 que alguns arquitetos começam a questionar essa casa japonesa inspirada na tradição burguesa ocidental e propõem uma reflexão mais profunda sobre a construção. Para isso, precisaram olhar para a família japonesa e perceber as principais mudanças a serem feitas nesse processo. “Não é mais uma família nuclear, tem muitas pessoas morando sozinhas, pessoas morando com amigos”, comenta o arquiteto.

Diante dessa transformação cultural e das limitações espaciais, a necessidade de se projetar residências direcionadas à realidade japonesa se consolidou e, sobretudo, questionou, por meio de sua estética, as formas ocidentais de construção. “Como pensar como esse espaço doméstico influencia nossa vida e transforma a relação entre as pessoas? Isso é muito forte no Japão, sobretudo porque os espaços são muito escassos, cada centímetro quadrado tem que ser pensado e tem uma intenção de arquitetura”, finaliza Kogan.

Fonte: Casa Vogue
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