Fortaleza – CE | segunda-feira 14 de setembro de 2026 / 17:50

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Mercado financeiro projeta corte da taxa Selic para 13,75%

O mercado trabalha com otimismo para o corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Banco Central, o que deve estimular o crédito.

Será que um alívio pontual nos juros é suficiente para reativar o fôlego da economia produtiva no Brasil? O mercado financeiro está em contagem regressiva para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), com a expectativa cravada em uma redução cautelosa da taxa básica de juros. A projeção dominante é de que a Selic saia dos atuais 14% e desça para a casa de 13,75%.

O aguardado recuo de 0,25 ponto percentual (p.p.) representa um respiro, ainda que tímido, para o setor produtivo, que vem operando sob a pressão do dinheiro caro. Para investidores, empresários e construtoras, qualquer movimento de baixa nos juros tem o potencial de destravar planos de expansão e melhorar o acesso ao crédito a longo prazo.

  • Redução da taxa básica: Queda projetada de 14% para 13,75%.
  • Alívio no crédito: Financiamentos corporativos e imobiliários devem se beneficiar sutilmente.
  • Crescimento econômico: O PIB projeta avanço de 1,89% em 2026.

Para o restante do ano de 2026, as instituições financeiras projetam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encerre o período com um crescimento de 1,89%. Essa combinação de crescimento moderado com uma inflexão, ainda que discreta, da política monetária, levanta a tese de uma possível recuperação contínua e equilibrada.

Nos bastidores do mercado imobiliário e da construção civil, as apostas estão focadas não apenas no corte de 0,25 p.p., mas no sinal que o Banco Central enviará. Se o Copom sinalizar que o ciclo de cortes continuará pelos próximos trimestres, o setor da construção — intensivo em capital de terceiros e altamente sensível às flutuações das taxas — pode antecipar novos lançamentos imobiliários, contando com uma adesão mais robusta dos compradores que buscam financiamento mais acessível.

O momento é de calibragem técnica: baixar os juros o suficiente para fomentar o investimento interno, mas sem reacender o fantasma da inflação estrutural.

Fonte: Redação
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