Levantamento do Quinto Andar aponta que, nos três primeiros meses do ano, o mercado imobiliário em São Paulo viveu uma alta temporada de procura por imóveis. O movimento levou a um aumento de 5,9% no preço médio dos aluguéis, na comparação com o mesmo período do ano passado.
O percentual é bem acima do registrado pelo IGP-M, índice normalmente utilizado para reajustar contratos, que acumulou alta de 0,2%, de janeiro a março, assim como do índice oficial de inflação – o IPCA, que foi de 2,1%.
O mesmo estudo aponta uma alta de 1% nos preços de compra de imóveis em comparação com o mesmo período de 2022.
“Como muitos contratos vencem no final do ano, há uma demanda maior por aluguel nos primeiros meses do ano”, ressalta nota do Quinto Andar. “O mercado de compra e venda, por sua vez, seguiu favorecido pela melhora econômica, incluindo o mercado de trabalho, no ano anterior, a despeito do aumento da taxa básica de juros (Selic)”.
“Apesar da alta nos dois segmentos, ambos estão em momentos distintos. Enquanto o aluguel tem apresentado um dinamismo mais longo, o mercado de compra e venda já apresenta uma maior desaceleração em virtude do aumento do custo do crédito no último ano”, explica Vinicius Oike, economista do QuintoAndar.
Segundo o Índice QuintoAndar de Aluguel, o preço médio do metro quadrado entre janeiro e março deste ano foi de R$ 43,72. Uma pessoa que tenha alugado um apartamento de 60 metros quadrados desembolsou, em média, R$ 2.620 por mês, sem contar o condomínio, IPTU e outras taxas.
O preço médio de venda no mesmo período na cidade foi de R$ 6.896 por metro quadrado. Ou seja, um imóvel com a mesma metragem foi negociado por R$ 413 mil, em média.
Regiões
Ainda segundo o levantamento, parte do aumento em compra e venda se deve à alta dos preços na região Central, de 6%, e na Centro Sul, de 5,2%, da capital paulista.
No aluguel, há uma maior difusão do aumento. Em 47 dos 61 bairros analisados, houve aumento dos preços no trimestre, sendo o maior no Jardim Anália Franco, na Zona Leste, com um crescimento de 22,5%.


