Fortaleza – CE | terça-feira 8 de setembro de 2026 / 19:23

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Mercado imobiliário pressiona pela manutenção do teto de juros em financiamentos

Diante da Selic elevada, setor da construção civil defende regras do SBPE para evitar o desaquecimento nas vendas de imóveis de médio e alto padrão.

As condições de acesso ao crédito para a aquisição da casa própria voltaram ao centro das atenções econômicas, com o setor produtivo buscando garantias para proteger o ritmo de negócios. Lideranças da construção e incorporação imobiliária têm manifestado resistência às tentativas das instituições bancárias de flexibilizar o teto de juros em operações voltadas a propriedades de maior valor.

O debate sobre a taxa limite

O principal impasse ocorre sobre a regra do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que impõe um limite de 12% ao ano para o financiamento imobiliário em transações de até R$ 2,25 milhões. Enquanto os bancos argumentam que a sustentabilidade desse teto está ameaçada pelo patamar atual da Selic, fixada em 14%, entidades representativas da construção alertam que qualquer encarecimento afastará compradores potenciais.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Secovi-SP reforçam a importância de manter o desenho do sistema sem adiamentos ou alterações drásticas, argumentando que os bancos já possuem mecanismos compensatórios para manter o spread lucrativo.

Desempenho e dependência do crédito

O acesso facilitado ao funding da poupança é vital para o ecossistema imobiliário, reduzindo a necessidade de as construtoras recorrerem a linhas mais custosas no mercado de capitais. No balanço do primeiro semestre, o SBPE liberou R$ 67,2 bilhões para a compra de moradias, um crescimento expressivo de 12% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Apesar desse volume de capital injetado, os reflexos no mercado variam conforme a faixa de renda. Enquanto os empreendimentos focados no Minha Casa, Minha Vida sustentaram uma alta geral de 5,4% nas vendas totais de imóveis novos, a comercialização de unidades de médio e alto padrão sofreu um decréscimo de 3,2%, contabilizando 112,5 mil unidades. Esse dado evidencia a sensibilidade desse público ao custo do crédito, justificando a pressão das construtoras para que as regras do limite não sejam modificadas.

Fonte: Redação
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