A indústria de implementos rodoviários apresentou uma melhora consistente no volume de vendas no acumulado do ano, sinalizando uma possível equiparação com os resultados do ciclo anterior. O impacto positivo de iniciativas de renovação de frota, aliado a uma demanda aquecida, ajudou a frear a retração que marcava o início do calendário.
Impacto das ações de incentivo
O aquecimento nas negociações recentes é atribuído diretamente à eficácia do programa Move Brasil, que estimulou transportadoras e operadores logísticos a renovarem seus equipamentos. A Associação Nacional das Empresas Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) confirmou que as facilidades oferecidas pelo programa estancaram a curva de queda e deram novo suporte à atividade fabril, criando um cenário de otimismo para o último trimestre.
Números mostram recuperação
No segmento de produtos pesados, que inclui reboques e semirreboques, o intervalo de janeiro a agosto registrou a comercialização de 46.959 unidades. O montante representa uma redução de apenas 1,62% em comparação aos 47.731 itens vendidos na mesma etapa do ano passado, uma diferença inferior a 800 unidades.
Quando considerado o mercado geral, a indústria despachou 95.513 implementos no período, frente a 98.203 em 2025. Apesar de apontar um déficit de 2,73%, a taxa já é bem menos severa que o recuo de 4,77% que havia sido medido até o mês de julho. Na categoria de carrocerias sobre chassis, a variação foi ligeiramente maior, com queda de 3,79% após 48.554 entregas.
Perspectivas para o encerramento do ano
A expectativa das lideranças do setor é que a continuidade dos incentivos, somada à realização da feira Fenatran no mês de novembro, impulsione ainda mais a tomada de pedidos. Se a tendência atual se confirmar, o mercado interno poderá repetir o volume de 149 mil unidades comercializadas em 2025.
