O mercado imobiliário residencial brasileiro registrou um novo alívio na pontualidade financeira dos contratos de locação. Dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIA), apurados pela Loft, mostram que a taxa de inadimplência no aluguel recuou pelo terceiro mês consecutivo em outubro, estabelecendo-se em 5,84% e alcançando o patamar mais favorável registrado desde abril deste ano.
O indicador considera contratos com atrasos superiores a 15 dias corridos a partir de uma base com cerca de 500 mil contratos ativos sob gestão da modalidade de fiança locatícia. O índice havia chegado a 6,20% no pico do meio do ano, período no qual despesas financeiras concentradas pressionaram o orçamento doméstico das famílias inquilinas.
Disparidades regionais nos índices de inadimplência no aluguel
O recuo verificado no panorama nacional não ocorreu de maneira homogênea em todas as unidades da federação. A recuperação dos índices de pontualidade foi impulsionada primordialmente pelos estados do Sul e do Sudeste, conforme discriminado abaixo:
- Região Sudeste: Apresentou contração de 0,4 ponto percentual em doze meses, caindo de 6,3% para 5,9% na inadimplência dos contratos.
- Região Sul: Registrou redução de 0,5 ponto percentual no confronto anual, descendo de 6,0% para 5,5%.
- Norte, Nordeste e Centro-Oeste: As regiões mantiveram estabilidade na faixa de 7,0% pelo terceiro mês seguido, sustentando patamar ligeiramente superior à média brasileira.
Comportamento estadual e perspectivas para o encerramento do ano
Na análise individual dos principais mercados imobiliários monitorados, o Rio de Janeiro manteve a taxa mais reduzida do levantamento, com 4,4% de atrasos. Na outra ponta, Minas Gerais apresentou o percentual mais alto entre as capitais e regiões metropolitanas, fixando-se em 6,5%, embora tenha consolidado uma queda de 1 ponto percentual em relação ao seu teto recente.
Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também registraram índices inferiores aos observados em outubro de 2025. Analistas do setor avaliam que a entrada dos recursos do décimo terceiro salário e a estabilidade da massa de rendimentos no último trimestre devem contribuir para manter a curva de inadimplência no aluguel sob controle nas grandes metrópoles.


