O Produto Interno Bruto cearense encerrou o último exercício com um desempenho expressivo acima da média brasileira. Dados consolidados de atividade econômica revelam que a economia do Ceará registrou expansão de 2,9%, superando o crescimento de 2,3% apurado pelo Brasil no mesmo período, em um ano em que o PIB nacional totalizou R$ 12,7 trilhões.
O dinamismo econômico local foi acompanhado por um salto substancial na atividade empreendedora. Ao longo do ano, o estado contabilizou a abertura de mais de 142 mil novos empreendimentos, o que representou uma elevação de 27,22% em comparação ao ciclo anterior. O ritmo favorável manteve tração no ano corrente, com alta adicional de 16% nas constituições de pessoas jurídicas registradas pela Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec) até setembro.
Mercado de trabalho e geração de renda na economia do Ceará
A expansão produtiva refletiu diretamente nos índices de ocupação profissional no estado. A taxa anual de desocupação recuou para 6,5%, atingindo o menor patamar de toda a série histórica das pesquisas do mercado de trabalho local. O recuo do desemprego foi impulsionado sobretudo pelos setores de comércio e serviços, além de registrar avanço na formalização de contratos e valorização do rendimento médio dos trabalhadores.
O cenário nacional de referência também apresentou indicadores favoráveis de sustentação da renda, destacando-se:
- Taxa nacional de desocupação: Fechou o exercício em 5,6%, marcando o menor índice de desemprego já registrado no país.
- Rendimento médio real: A remuneração média habitual dos trabalhadores brasileiros alcançou R$ 3.560 mensais.
- Ambiente de negócios: Aceleração nos registros de micro, pequenas e médias companhias em pólos industriais e de tecnologia.
Evolução no mercado imobiliário e novos vetores de consumo
Os reflexos do aquecimento produtivo se desdobraram em segmentos estratégicos do consumo e do patrimônio. O setor imobiliário manteve volume robusto de lançamentos e comercializações residenciais, ao passo que as vendas de veículos elétricos e híbridos dispararam mais de 177% no mercado cearense em doze meses.
A combinação equilibrada entre controle da taxa de desemprego, segurança jurídica para atração de capitais privados e diversificação dos polos logísticos e energéticos reforça a solidez estrutural com que a economia do Ceará vem liderando os índices de desenvolvimento no Nordeste.


