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Construtechs no Brasil superam 1,2 mil startups e atraem investimentos

Adoção de modelos BIM, sensores IoT e inteligência artificial no canteiro de obras promete movimentar mais de R$ 1 bilhão em aportes até 2029.

A digitalização da cadeia de edificações e infraestrutura atravessa sua fase de maior maturidade no país. Mapeamentos recentes do ecossistema de inovação indicam que o contingente de construtechs no Brasil ultrapassou a marca de 1.232 empresas ativas, consolidando um mercado dinâmico que deve movimentar mais de R$ 1 bilhão em aportes de capital de risco e investimentos corporativos nos próximos quatro anos.

O conceito de construtech define startups e companhias tecnológicas dedicadas exclusivamente a resolver gargalos históricos das etapas de projeto, engenharia e execução física nos canteiros de obras. Essa atuação diferencia-se conceitualmente das proptechs, cujo foco de negócios volta-se à comercialização, locação e gestão financeira de imóveis já construídos e entregues ao consumidor final.

Avanço tecnológico e impacto das construtechs no Brasil

A incorporação de ferramentas digitais no dia a dia da construção civil visa mitigar prejuízos recorrentes, como desvios em cronogramas físicos e perdas de insumos básicos. Entre os principais vetores tecnológicos aplicados pelas construtechs, destacam-se:

  • Modelagem da Informação da Construção (BIM): Integração tridimensional de projetos de arquitetura, cálculo estrutural e instalações hidráulicas e elétricas, antecipando interferências e conflitos antes do início da concretagem.
  • Sensores IoT e telemetria: Monitoramento de maquinários pesados, consumo de energia e condições climáticas em tempo real para otimizar a movimentação de cargas e reduzir o tempo ocioso nos canteiros.
  • Drones e computação visual: Levantamento topográfico ágil, mapeamento volumétrico de terraplanagem e vistorias automáticas de segurança do trabalho em grandes alturas.
  • Inteligência artificial preditiva: Algoritmos voltados à parametrização precisa de orçamentos e à sincronização da cadeia de suprimentos de concreto, aço e insumos industriais.

Produtividade, compliance e metas de sustentabilidade

Além da agilidade operacional propiciada pela substituição de pranchetas de papel por diários de obras digitais em tablets, a agenda ESG acelerou a demanda por inovações tecnológicas na engenharia. Ferramentas digitais de rastreabilidade facilitam a gestão de resíduos sólidos e a dosagem exata de materiais cimentícios, diminuindo a pegada de carbono dos edifícios.

Com estimativas de ganhos de produtividade que chegam a 20% nas fases estruturais das obras, o fortalecimento das construtechs no Brasil consolida um marco irreversível na profissionalização do setor, transformando a construção civil tradicional em uma indústria pautada por dados, previsibilidade e excelência operacional.

Fonte: Redação
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