Fortaleza – CE | sexta-feira 12 de junho de 2026 / 17:18

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Custo da construção perde ritmo em maio, mas metro quadrado fica mais caro

Sinapi avançou menos que em abril, porém materiais e mão de obra mantiveram pressão sobre orçamentos de obras públicas e privadas.

O custo da construção continuou subindo em maio de 2026, mas em velocidade menor. O Índice Nacional da Construção Civil avançou 0,36% no mês, segundo o IBGE, metade da taxa registrada em abril, quando a alta havia sido de 0,72%.

Mesmo com a desaceleração, o valor médio nacional do metro quadrado passou de R$ 1.946,09 para R$ 1.953,08. A composição do indicador mostra R$ 1.104,59 referentes aos materiais e R$ 848,49 ligados à mão de obra.

Custo da construção em números

  • Variação de maio: 0,36%.
  • Resultado de abril: 0,72%.
  • Metro quadrado nacional: R$ 1.953,08.
  • Alta acumulada em 12 meses: 6,93%.
  • Maior avanço estadual no mês: Bahia, com 0,92%.

O Sinapi, como é chamado o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, é usado como referência para acompanhar a evolução dos preços no setor. O levantamento é produzido pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal.

Materiais aliviam, mão de obra segue no radar

A perda de ritmo apareceu nos dois grandes componentes do índice. Os materiais tiveram aumento de 0,53% em maio, abaixo dos 0,83% observados em abril. Já a mão de obra subiu 0,14%, depois de avançar 0,57% no mês anterior.

No acumulado de janeiro a maio, os materiais registraram alta de 2,44%. A mão de obra, por sua vez, avançou 4,34% no mesmo intervalo. Em 12 meses, a diferença fica ainda mais evidente: os insumos sobem 5,01%, enquanto os custos trabalhistas acumulam 9,56%.

Essa composição interessa diretamente a construtoras, incorporadoras e gestores de obras. Um índice menor no mês não significa queda de preços, mas sim uma elevação mais moderada em relação ao período anterior.

Bahia lidera alta entre os estados

Entre as regiões, o Sul teve a maior variação mensal, de 0,44%, com aumento em todos os estados. Nordeste e Centro-Oeste vieram em seguida, ambos com 0,39%. Norte registrou 0,33% e Sudeste, 0,31%.

Na leitura por unidade da Federação, a Bahia apresentou a maior alta do país, com 0,92%. O avanço foi influenciado principalmente pelo comportamento dos materiais de construção.

Para quem planeja obras, reformas ou contratos de longo prazo, o dado de maio sinaliza algum alívio no ritmo de reajuste, mas mantém a necessidade de atenção aos orçamentos. O custo da construção segue acima do patamar de um ano atrás e continua influenciando decisões de investimento no setor.

Fonte: Redação
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