Fortaleza – CE | sexta-feira 12 de junho de 2026 / 17:19

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IPCA pressiona orçamento das famílias com alimentos e energia em alta

Inflação de maio desacelerou frente a abril, mas ficou acima das projeções e voltou a superar o teto da meta em 12 meses.

A inflação de maio trouxe uma combinação incômoda para as famílias: comida mais cara, conta de luz maior e resultado acima do esperado pelo mercado. O IPCA subiu 0,58% no mês, depois de avançar 0,67% em abril, informou o IBGE nesta sexta-feira.

Embora o índice tenha perdido força na comparação mensal, a taxa foi a maior para maio desde 2021, quando havia chegado a 0,83%. Analistas esperavam alta de 0,53%.

O que mais pesou no IPCA

O grupo de alimentação teve alta de 1,33% e respondeu por cerca de metade do resultado do mês. Dentro de casa, os alimentos avançaram 1,65%, com destaque para batata-inglesa, tomate, cebola e carnes.

Alguns itens, porém, aliviaram a cesta. Café moído e frutas recuaram no período, mas não foram suficientes para compensar a pressão dos demais produtos.

Segundo José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, a alta de parte dos alimentos está ligada à menor oferta e ao encarecimento do frete, influenciado pelos combustíveis.

Energia elétrica ampliou o impacto no mês

A energia elétrica residencial teve aumento de 3,67% e foi o principal impacto individual na inflação de maio. O movimento refletiu reajustes em algumas áreas e a vigência da bandeira tarifária amarela, que adicionou cobrança extra à conta de luz.

Para moradores, inquilinos e famílias que já convivem com gastos fixos elevados, a pressão sobre energia e alimentação reduz a margem do orçamento. Esse ambiente também afeta decisões ligadas a aluguel, financiamento, reformas e consumo de bens duráveis.

Índice em 12 meses volta a preocupar

No acumulado de 12 meses, o IPCA chegou a 4,72%. Com isso, voltou a ultrapassar o teto da meta definida pelo Banco Central, que tem centro em 3% e margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

A perspectiva para os próximos meses ainda exige cautela. Economistas acompanham os efeitos de conflitos internacionais sobre combustíveis e fretes, além de possíveis impactos climáticos sobre alimentos no segundo semestre.

Para o consumidor, o dado reforça a importância de acompanhar os custos recorrentes. Mesmo quando o índice desacelera, altas concentradas em itens essenciais costumam ser sentidas de forma mais direta no dia a dia.

Fonte: Redação
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