O ritmo dos negócios no país retomou trajetória de crescimento no segundo mês do terceiro trimestre. Dados oficiais do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apontam que a economia brasileira expandiu 0,34% em agosto na série livre de influências sazonais. O desempenho interrompeu dois meses consecutivos de retração e levou o índice para 110,4 pontos, aproximando-se do teto histórico registrado em maio deste ano, quando a prévia alcançou 111,3 pontos.
A recuperação mensal foi impulsionada de forma coordenada pelos segmentos secundário e terciário. A produção industrial anotou avanço de 0,87% no intervalo, enquanto o setor de serviços registrou alta de 0,24%. O ganho nessas duas atividades compensou com folga o recuo sazonal de 1,76% verificado na agropecuária. No confronto direto com agosto do ano transcorrido, a medição do Banco Central assinalou expansão de 1,2%, demonstrando resiliência dos centros urbanos de consumo.
No horizonte anualizado de 12 meses, a atividade econômica brasileira acumula crescimento de 1,6%, sustentada pela evolução de 2,7% no agronegócio, 2,0% no setor de serviços e 0,7% no parque manufatureiro. Não obstante a reação mensal observada em agosto, analistas macroeconômicos do mercado financeiro ponderam que o trimestre móvel encerrado em agosto ainda apresenta recuo de 0,6% ante os três meses antecedentes, sinalizando que a demanda agregada segue operando sob o efeito restritivo dos juros básicos.
O IBC-Br consolida informações apuradas junto a diversas fontes produtivas para antecipar a tendência do Produto Interno Bruto (PIB), cuja metodologia oficial trimestral é apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No segundo trimestre, por exemplo, o PIB oficial avançou 0,5%, enquanto a métrica prévia do BC havia apontado 0,18%. Os números de agosto reforçam a percepção de moderação no ritmo de expansão do segundo semestre, orientando projeções corporativas para investimentos em infraestrutura, bens de capital e planejamento orçamentário.


